Mangás Brasil no Henshin+ 2016

Infiltrados como Imprensa!

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~Shinta (Cássio Campos)

Fala galera, como estão??

Ontem tivemos mais um Henshin+ e a Mangás Brasil marcou presença por lá!

O evento foi marcado por altos e baixos, sendo o anúncio da plataforma de leitura online da JBC o mais polêmico deles. Dê início tivemos o teaser de Fullmetal Alchemist, confirmando o anúncio de 1º de Abril do Cassius, seguido por algumas músicas de animes, incluindo uma música de FMA, performada pela banda Senpai Old School. Os mestres de cerimônia foram os editores da JBC, Cassius e Marcelo Del Greco, onde eles explicaram como funcionaria o evento, sendo que foi dividido em três palestras, sendo a primeira “Ficção Cientifica na Cultura Pop”, com os convidados Marcelo Campos e Paulo Gustavo Pereira.

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Esta primeira palestra foi “dominada” pela participação do jornalista, não dando oportunidade para outros convidados falarem, muitas vezes fugindo do tema proposto. Mas também acredito que isso deveu-se a quantidade de liberdade dada pelo Cassius e pelo Marcelo, faltando uma mediação mais forte, a qual o Gerente de Conteúdos da JBC tentou realizar ao final. O ponto alto desta palestra foi um vídeo gravado por Nihei Tsutomo, autor de Sidonia, o qual animou bastante o público.

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A segunda palestra, tratou sobre o BMA e o Mercado Nacional de mangás, com as participações de Marcelo Campos (que recebeu um convite para continuar uma vez que não teve muita oportunidade de falar na palestra anterior), Marcelo Cassaro (atual roteirista de Turma da Monica Jovem e Chico Bento Moço e roteirista de Holy Avengers), Kaji Pato (autor de Quack e um dos ganhadores do primeiro BMA) e Rafael Brito (autor de Chuva de Meteoros e um dos ganhadores desta edição do BMA). Nesta palestra pudemos ouvir bastante sobre o histórico de cada um dos artistas e a dificuldade de ser um quadrinista no Brasil.

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Por último tivemos a tradicional Retrospectiva JBC, onde são mostrados a equipe de funcionários da editora junto com os lançamentos do ano de 2015. Após este vídeo a equipe de editoração foi chamada ao palco e foi feito o anúncio de Sakura Wars e do polêmico Henshin Drive. Este segundo será uma plataforma de leitura online da Editora JBC. Não foram dados muitos detalhes sobre a plataforma, mas segundo o Cassius, com essa nova plataforma online será possível experimentar fazer lançamentos que talvez nunca víssemos nas bancas brasileiras e que agora o céu seria o limite para a Editora. De ontem para hoje pude ver algumas polêmicas sobre o aplicativo, onde as pessoas reclamavam que queriam ver os mangás lançados em formatos físicos e não online, porém a editora afirmou que a plataforma seria um termômetro e que mangás lançados no Henshin Drive não impediriam seus lançamentos em formatos físico. Além disso, poderíamos acompanhar mangas que foram finalizados recentemente, como Negima, antes de serem relançados pela Editora.

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Bem, após o anúncio foi aberto para perguntas ao público junto com sorteio de mangas (o qual nosso amigo Erik foi agraciado) e ao estilo Marvel, após o a finalização pela banda Senpai Old School, teve um anúncio “surpresa” de Saintia Shô. O evento como um todo foi um bom evento, porém deixou à desejar em relação aos lançamentos, desagradando grande parte dos fãs da JBC. As palestras foram uma inovação ao evento do ano passado, porém acredito que deverão ser melhor mediadas no futuro.

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Kit que o Erik ganhou!

 

Os três anúncios da JBC.

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Para finalizar entrevistamos o grande Marcelo Del Mito, que vocês podemos conferir abaixo:
Mangás Brasil: Você participou bastante da vinda dos mangás para o Brasil, sendo um dos primeiros editores. Hoje em dia as editoras levam muito em conta o que o pessoal pede o que está sendo bem recebido no Japão etc. Antigamente, como vocês faziam para escolher os mangás que viriam ou não para o Brasil?

 Marcelo Del Greco: No começo tinha que ir pela sensibilidade, mas no caso específico da JBC, nós tínhamos a revista Henshin. Ela já foi uma ferramenta de ver como o pessoal queria o manga em sí, o produto mangá, que era uma coisa que nunca tinha sido lançado mangá do jeito que mangá era. Além disso, a própria Henshin forneceu para gente quais eram os títulos que o pessoal gostava, e eu já tinha uma experiência anterior com a Herói e sempre acompanhei desde criança. Também naquela época, os eventos eram muito importantes porque, assim como hoje, a JBC tem um departamento somente para pesquisas de campo, onde pessoa ia, coletava os títulos que queriam, o que estava certo, o que estava errado, etc. sempre tendo a preocupação da JBC em ter um feedback direto dos leitores.

 

MB: E hoje em dia, como vocês decidem qual será lançado no Ink comics, qual sairá pela JBC?

MDG: Então, o Ink seria como o selo da Vertigo na DC. Não vou dizer que é alguma coisa alternativa, mas são títulos que não viriam agora, não significa que não teriam encaixe no selo JBC tradicional. Mas o Ink proporciona uma antecipação da vinda desses selos, porque a gente utiliza um outro caminho. E o Ink na verdade não é somente para mangás, é para qualquer tipo de quadrinhos. Então já temos Combo Rangers, tem mangás e amanhã e depois nada impede de ter algum Comic, alguma coisa Europeia, então o Ink é para abrir o leque.

 

MB: Então se fosse vir alguma light novel viria pelo Ink?

MDG: Não necessariamente, porque tem a Novel de Another que veio selo normal da JBC. Tudo depende do título, qual público queremos atingir, uma série de coisas que temos que dar uma estudada para poder lançar.

 

MB: Este é um ano de Olimpíadas, o pessoal sempre pede mangás de esporte, mas vemos que estes mangás acabam não tendo uma recepção muito boa. Você consegue imaginar qual o problema que os mangás de esporte tem no Brasil?

MDG: Então, difícil saber, vai do gosto do pessoal. As vezes tem produto que é muito legal que não cai no gosto. Eu lembro por exemplo, não é necessariamente um caso relacionado a mangá mas está dentro desse universo, conversando com o pessoal da antiga Tikara, eles consideravam o Black Kamen Rider RX um fracasso. Porque ficou muito abaixo da expectativa, mas por quê? A quantidade de pedidos que eles tinham era muito grande, os fãs pediam muito o RX, e quando veio não caiu no gosto do grande público. Então existe uma diferença de produto de massa e produto de nicho, talvez a questão de mangás de esporte seja o nicho, talvez não seja tão amplo quanto o que um título tradicional atingiria. Mas ai depende da história, do traço, tem uma série de fatores que você tem que levar em consideração. Seria muito leviano pegar e falar: “é porque não gostam”.

 

MB: Além dos Shounen tradicionais, vocês tem um leque gigantesco de títulos, qual um outro gênero que vocês consideram bem aceito pelos brasileiros?

MDG: Na verdade a grande maioria é. Não tem tanta diferença assim. Shounen tem uma pegada maior porque viram animes, viram produtos, então eles estão “em destaque na vitrine”. Mas os outros, shoujos, o Anohana que acabamos de anunciar, tem uma “fã base” muito grande, é um mangá muito aguardado. Orange fez um baita sucesso, e são shoujous. Tem muito seinen que faz muito sucesso. Então aqui não tem tanta diferenciação, todos estão mais ou menos ali, essa diferença dos shounen são exatamente estas questão de ter uma visibilidade maior. Mas estão todos ali.

 

MB: Agora uma questão de tradução, a JBC sempre tenta adaptar pro estilo brasileiro, porém tem muitas coisas culturais japonesas que são transmitidas pela língua, como os honoríficos. Queria saber se não há essa perda cultural por causa das traduções.

MDG: Então, na verdade cada título é um caso. Existem aqueles título que te dão mais liberdade de “brincar” na tradução, como Ranma, Fairy Tail, Yuyu Hakushou. Mas existem títulos que você não pode expandir tanto. Os honoríficos no caso, tem títulos que mantemos, como Fruits Basket, Love Hina, talvez não todos os personagens, mas uma coisa ou outra, sim. Porque temos que puxar mais pra gente. Mas quando cabia a necessidade, pra não perder essa pegada cultural, um detalhe importante. Ai é mantido.

 

MB: Vocês anunciaram o Henshin Drive, títulos mais recentes poderão ser republicados em versão digital na plataforma. Estes títulos que forem publicados no Henshin Drive tiverem uma boa aceitação poderão ser republicados em forma física?

MDG: Com certeza! O Henshin Drive vai ser um “termômetro” pra gente, não só dos títulos que já foram lançados, que vão provavelmente ganhar versão digital, mas os títulos que nunca foram publicados aqui, a gente sentir se tem o potencial real de ser impresso, ir pra banca, tudo. Que então requer uma outra estratégia diferente da digital.

 

MB: Agora uma dúvida para os Eventos. Ano passado vocês trouxeram dois mangakas para o Brasil. Vocês já estão com algum planejamento para esse ano?

MDG: Isso depende muito da conversa com eles, porque os mangakas são mega ocupados, eles não vivem. Eles só trabalham, então para eles acharem um espaço na agenda que não vá prejudicar a produção, é difícil. Então temos que conversar com muita antecedência com eles, pra ver se eles vem. E viabilizar, porque geralmente vem o mangaka, alguém da editora, (etc) então temos que ajustar tudo, então por enquanto só na conversa.

Bem pessoal, esta foi a entrevista que tivemos com o Editor do Ink Comics, Marcelo Del Greco. Queremos agradecer a atenção e paciência que o Marcelo teve com a gente. E fiquem ligados na nossa página no facebook e aqui no blog para mais novidades ligadas à mangás, animes e cultura japonesa.

 
Abraços

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